
Tributo a mim
Andava centrada. Pouco sabia de si. Do pouco que sabia via em semi-tom: nada era completo, sempre o mesmo lerolero. Muito se maquiava, porém do muito, suas marcas não escondia. Doses e overdoses simultâneas. Segurava os impulsos, transbordáva-os pelos ouvidos. Dormia mal, vivia nos sonhos. Acordava com sono, morria ao dormir. Queria que todo tempo do mundo já tivesse sido e nascia todos os dias denovo, todo dia, dia á dia, um pior que o outro.
Escrito por Ju Bleach às 13h49
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